Final de senama passado fui assistir mais um filme do Di Cáprio. Esse cara me enganou quando fingiu atuar mau no Titanic, mas após uma série de filmes, incluindo “Ilha do Medo” que tem o mesmo pique deste, eu passei a gostar bastante dele. (AAAAAAAAAAAAAHHHHH LEONARDOOOO!!!! AAAAHHH!!! LIIIINDOOOOO!!!!)
A-ham… Como ia dizendo, este filme foi um dos melhores que vi este ano. Com um clima de suspense e, ao mesmo tempo, aventura, “A Origem” prende sua atenção do começo ao fim.
As milhares de possibilidades que a trama lhe oferece como “possíveis verdades” entretem você durante todo o filme, e após o termino também.
O filme aborda de forma discreta, apesar de visível, a boa e velha ”ética na ciência”, frequentemente retratada na grande tela dado aos constantes, e cada vez mais surpreendentes, avanços tecnológicos.
O filme gira em torno da história de Cobb (Leonardo Di Caprio) um espião que usa o sonho das pessoas para roubar segredos industriais. A trama base mostra ele, e uma equipe muito habilidosa, tentando implantar uma idéia na mente de um homem para que Cobb possa voltar para os EUA. Assim como no sonho que pode ser penetrado até a terceira camada, o filme também possui várias camadas. Assista com atenção e tente expandir seus horizontes, você vai precisar.
Cinema: A Origem
1… 2… 3… ZAP!!!
Primeiro artigo sobre cultura.
Nada melhor que falar da cena que eu mais gosto: Hip-Hop
Indicação da minha mais nova amiga, Flávinha Arouca, fui conferir essa programação que rola no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. O local desenvolve peças de teatro com temática Hip-Hop, como a “Cindy Hip-Hop”, uma adaptação da história da Cinderela para a realidade da nossa periferia.
Mas vamos falar do ZAP! em si. O ZAP! (Zona Autonoma da Palavra) é um Slam Poetry ou “Batalha de poesia”. O Slam é a união de poesia e performance. Do texto e a forma de apresentá-lo. Criado por Marc Smith nos anos 80, o Slam veio para quebrar o stigma elitista da poesia trazendo a Palavra falada (spoken word), ou numa tradução menos literal “Poesia falada”, para o público em qualquer ponto da cidade. Os eventos podem ocorrer desde cafés a hospitais, praças a cinemas, qualquer lugar onde hajam pessoas pode ser usado como palco para estas batalhas.
O encontro no ZAP! é composto de 3 etapas: Filme, Microfone Aberto e Slam.
Os filmes são variados. O Filme desta semana foi “Carta ao Presidente”, um documentário retratando a influência da política na cena Hip-Hop dos Estados Unidos e como isso se refletiu na música dos rappers.
No microfone aberto, como o nome sugere, o microfone fica livre para qualquer um falar o que quiser. Poemas próprios, de autores consagrados, ditos populares, músicas, tudo! Contanto que não haja acompanhamento musical nem aparatos. É perfeito para quem quer começar no jogo sem a pressão da competição.
Já o Slam é mais restrito. Só podem ser recitados poemas ou textos próprios. A apresentação pode ter no máximo 3min., com 10 seg de tolerância e penalidade de 1 ponto para cada segundo transcorrido depois disso. Também não são permitidos ferramentas na apresentação, mas é permitido ler enquanto recita. São escolhidos 5 jurados em meio ao público na hora. Os jurados avaliam forma e conteúdo, inspiração poética e performance dando notas de 0.0 à 10.0. Ao final de 3 rodadas é escolhido o vencedor, no caso o Zapião da noite.
O ZAP rola toda segunda quinta-feira do mês. Aconselho para todas as tribos e grupos, por mais que este esteja meio ligado ao hip-hop, o slam presa pela diversidade então quanto mais culturas diferentes, mais rico o slam.
Segue o link do blog dos caras para maiores informações ZAP Slam
RPGcon
RPGcon foi um evento organizado pela D3 System, Caravana Surreal e o Grupo Céos, tanto para suprir o espaço criado pelo cancelamento do EIRPG deste ano, quanto para trazer uma nova vertente em eventos de RPG, antes restritos ao EIRPG e ao falecido Sampa RPG.
Eu sinceramente esperava menos deste evento, mas me surpreendeu ao ser tão bom quanto o EIRPG, salvas as devidas proporções visto o tempo que os organizadores tiveram pra preparar o evento (mais ou menos 60 dias).
Pelo que conversei com as pessoas que estavam no evento, muitos viram uma nova esperança no cenário do RPG com este evento. Particularmente acredito que foi apenas um evento como qualquer outro, mas sou suspeito para falar.
Não tive tempo de participar ou assistir as atrações do evento, então venho aqui apenas falar da organização e da estrutura do evento
Organização: Muito boa. Os poucos casos que vi de problemas foram resolvidos rapidamente pelo staff. Senti falta de informações sobre onde seria o que e pessoas atraindo público para as atrações.
Estrutura: Creio que o lugar escolhido foi um “último recurso”. A escola não favorece de forma alguma um evento deste tipo, visto que a contrução dela é “labiríntica”. Isto dificulvava o acesso às áreas do evento. A grande quantidade de escadas também é um ponto negativo em minha opinião. O sobe e desce de escadas tornava o passeio pelo evento cansativo e desanimador. Eventos como esse devem ser feitos em áreas planas a amplas para rápida e fácil visualização das atrações, mas como eu disse, este local foi escolhido por ser a melhor dentro das opções que os organizadores tinham.
Pra quem não foi segue o site da RPGcon para saber o que rolou por lá.